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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Mensagens
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
O vazio
Por escrever
Tela intacta
Pedra bruta
O tempo parado
Nada a acontecer
Estás num deserto
Horizonte vasto
Sozinho...
Silêncio...
Ninguém por perto
A casa vazia
O telefone mudo
Na rua deserta
Somente um cão vadio
E o eco do seu próprio pensamento...
O vazio... o vazio...
(Geraldo Meirelles)
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Ao leitor
Obs.: Foto tirada no bairro da Aclimação, em São Paulo. Notem que a placa grafa o nome Brás com Z e não com S, como o nosso personagem póstumo. Se alguém, porventura, souber a quem se refere esta placa de rua, agradeço.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Por entre cortinas...
Fevereiro de 2013
Um filho da classe média alta
Preso, acorrentado aos seus grilhões emocionais
Filho de mãe autoritária
E de um pai distante
Teve uma boa educação
Estudou nos melhores colégios
Mas ainda não tinha se defrontado com eles
Ou melhor...
Consigo mesmo
Naquele tempo
Esse velho moço só podia ver o mundo assim...
Por entre as cortinas
Sem participar da multidão
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Lugares comuns
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O samurai e o monge
- Não passas de um rústico... não vou desperdiçar meu tempo com gente da tua laia!
Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando a espada da bainha, berrou:
- Eu poderia te matar por tua impertinência.
- Isso - respondeu calmamente o monge - é o inferno.
Espantado por reconhecer como verdadeiro o que o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo ao monge a revelação.
- E isso - disse o monge - é o céu."
domingo, 31 de agosto de 2014
Menino chorando na noite
O choro atrás da parede, a luz atrás da vidraça
perdem-se na sombra dos passos abafados das vozes extenuadas.
E no entanto se ouve até o rumor da gota de remédio caindo na colher.
Um menino chora na noite, atrás da parede, atrás da rua,
longe um menino chora, em outra cidade talvez,
talvez em outro mundo.
E vejo a mão que levanta a colher, enquanto a outra sustenta a cabeça
e vejo o fio oleoso que escorre pelo queixo do menino,
escorre pela rua, escorre pela cidade (um fio apenas).
E não há ninguém mais no mundo a não ser esse menino chorando."
(Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, 19 de agosto de 2014
A vida real
sábado, 16 de agosto de 2014
Banquete das três jovens de Bagdá
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Preciso me encontrar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
(Candeia)
domingo, 3 de agosto de 2014
A vida só tem sentido se for compartilhada...
sábado, 26 de julho de 2014
Inverno
domingo, 15 de junho de 2014
Etimologia
O significado etimológico das palavras eu busco:
Origem
No espaço sideral as estrelas estão traçadas:
Destino
O grão de areia na palma da minha mão:
Domínio
Os grãos de areia que escorrem pela ampulheta:
O Tempo
A árvore do tempo defronte à casa da família Veloso contém uma sabedoria milenar...
Ela tem vida
A vida vegetal contém mistérios que a vida animal nem sonharia
É calma e serena
Tem sentimentos
No mapa geográfico do Brasil eu vejo o número quatro: a totalidade.
Depois eu vejo o número três: Terra abençoada por Deus, de infinitas possibilidades.
Depois eu vejo o número 2, dois pontos anunciando o que virá a seguir. Eu vejo. Sim, eu vejo. Eu vejo a União.
Um casal de namorados
O homem e a mulher
Eu os vejo caminhando de mãos dadas
Concebendo um nova vida
O equilíbrio
O mundo não existiria se nós não o quiséssemos
A humanidade é uma força viva
Força bruta
A construção do amanhã
Eu vejo o um
Um menino correndo
O pai de todos
O pai-nosso
O pai de toda cor
O pai herói
Eu vejo e sinto
A Era de Aquário
O resgate de Chico Buarque de Holanda
Paratodos
E num ápice de segundo meu irmão volta de viagem
De São Tomé das Letras
Nada é por acaso
E no entanto, não devemos entender
Mas compreender, que fazemos parte do Um
(escrito em 1992)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
BRASIL x URSS (1982)
sábado, 31 de maio de 2014
Quadrilha
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Fernando de Noronha
quinta-feira, 27 de março de 2014
A poesia não espera, surge
Ela chama, reclama
Ela até dorme...e muito...
Mas quando acorda
Ela te chama...
Te desperta, agora!
Vai poeta! vai sentimentos
Cruzando os caminhos
Tateando os movimentos
Eu sei que ela surge...
Assim...do nada!
Na clara noite escura
Ela invade
Os meus pensamentos...
sexta-feira, 21 de março de 2014
Eu e as flores
Perto das flores
Quase que elas dizem assim:
Vai que amanhã enfeitaremos o seu fim
A nossa vida é tão curta
Estamos nesse mundo de passagem
Ó meu grande Deus, nosso criador
A minha vida pertence ao senhor
(Nelson Cavaquinho c/ Jair do Cavaquinho)
quarta-feira, 5 de março de 2014
Conjunto Nacional
domingo, 2 de março de 2014
Guignard
Ohh...céus...nunca foram enviados... Paixão silenciosa ? Timidez ? Medo de ser rejeitado ? Talvez jamais saberemos. Mas não importa mais...Porque ambos já morreram e não puderam concretizar esse amor. Ela, a Amalita, nunca soube que era tão amada e desejada por esse pintor de alma sensível e dedicada. Isso me abateu. Me deu uma tristeza tão grande...tão triste...que chorei. Saí do museu com a alma dilacerada, porque vi em mim, no menino que eu era na infância, e nas paixões platônicas que tive, amores não declarados (e vividos) e concretizados.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O ofício do ator
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
A Rua dos Cataventos
E não é que até a Avenida 23 de maio tem poesia...
Se se saber olhar
Semear, colher, deixar escorrer, filtrar...
Na caminhada do dia-a-dia...
"Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!...E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...
Jogos de luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar ? Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto...iriso-me...estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!"
(Mário Quintana)
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
RECADO
Procure não reclamar.
Sorria!
E tente viver feliz com as pessoas e as coisas à sua volta.
Sorria para não envelhecer rápido demais."
(Recado de um velho transeunte, desdentado, da Praça da Sé)
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Hannah e suas irmãs
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Recursos ordinários e extraordinários
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
São Paulo: 460 anos
Cidade de muito trabalho e pouco tempo.
Local que a todos lapida e esfola...
A capital da solidão, do trabalho, dos bondes, da multidão.
Para onde convergiram os de dentro e os de fora.
São Paulo: de arraial de sertanistas a burgo de estudantes (1554-1828),
demorou quase 300 anos...
Mas depois, de burgo de estudantes à metrópole foi um pulo.
Quem diria ?
Pulo não, salto. Inédito na história do mundo.
São Paulo: cidade que assusta tanto os interioranos,
quanto os migrantes ou imigrantes.
E onde passamos a maior parte dos nossos queridos anos...
Índios, caboclos, mulatos, cafuzos, mamelucos, portugueses...
De 1554 a 1828 foi mais ou menos do mesmo.
Segundo Ernani da Silva Bruno: um arraial de sertanistas.
Provinciana, pequena, esquecida até...
Fez parte da Capitania de São Vicente.
Mas depois de 1870 ? Hum...Não mais parou...
Parece até que (como dizia minha avó) caçoou da gente.
São Paulo: cidade que desperta amor e ódio.
Cidade do futuro, do trabalho, das oportunidades...
Hã...Para alguns trabalhos duros, para outros, moles.
Quando o capital entrou na Capital, esta não conseguiu mais parar...
Época em que as ferrovias transportavam a riqueza dos cafezais.
No começo vieram portugueses e italianos, principalmente.
Depois vieram alemães, armênios, judeus, japoneses, árabes
e toda sorte de estrangeiros que quiseram aqui aportar.
Mas de sua história e de sua alma, ainda falta muito descobrir e revelar.
Muita tenacidade, orgulho, trabalho, preconceito e violência.
Que a Antropologia ainda há de descobrir...de decifrar...
Terra de onde partiram bandeirantes para o oeste, para o sertão, para Goiás...
Terra onde aqui chegaram levas e levas de imigrantes para a América ganhar...
São Paulo: cidade que acolhe e, ao mesmo tempo, devora...
Cidade de muito trabalho e pouco tempo.
Local que a todos lapida e esfola...
A capital da solidão, do trabalho, dos carros, da multidão.
Para onde convergiram os de dentro e os de fora.
(Geraldo Meirelles)
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
OIT e OXFAM: o desemprego e a desigualdade social aumentaram no mundo.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Soneto póstumo
- Boa tarde... - Boa tarde! E a doce amiga
E eu, de novo, lado a lado vamos!
Mas há um não sei quê, que nos intriga:
Parece que um ao outro procuramos...
E, por piedade ou gratidão, tentamos
Representar de novo a história antiga.
Mas vem-me a idéia...nem sei como a diga...
Que fomos outros que nos encontramos!
Não há remédio: é separar-nos, pois.
E as nossas mãos amigas se estenderam:
- Até breve! - Até breve! - E, com espanto
Ficamos a pensar nos outros dois.
Aqueles dois que há tanto já morreram...
E que, um dia, se quiseram tanto!
(Mário Quintana)
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
As doze tarefas
sábado, 4 de janeiro de 2014
A flor e o espinho
Que eu quero passar com a minha dor...
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor...
Eu só errei quando juntei minh´alma à sua
O sol não pode viver perto lua
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor...
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor...
Eu só errei quando juntei minh´alma à sua
O sol não pode viver perto lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d´água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor...
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor...
Eu só errei quando juntei minh´alma à sua
O sol não pode viver perto lua
(Guilherme de Brito - Alcides Caminha - Nelson Cavaquinho)