Dizem que a vida começa aos 40. Por que 40 ? Balzac não escreveu
sobre a mulher de 30, como uma mulher já conhecedora do mundo, das suas
vicissitudes, dos dissabores e prazeres da vida? Pois é... É que as mulheres
são mais precoces. Acho que aos 40 a gente morre para renascer de novo. O tempo
não é exato para todo mundo, claro! Para alguns acontece antes e para
outros depois. Para alguns pode se dar aos 33 e para outros aos 47. Mas
aos 40 já estamos (um pouco) mais vacinados contra as doenças da alma e
do coração... Já não somos tão ingênuos, aprendemos a ganhar dinheiro. Já sabemos quem nos atrai, quem
gosta de nós e quem nos cumprimenta apenas por dever social. Então,
não perdemos mais tanto tempo. Não somos mais crianças nem
adolescentes que não sabem diferenciar o blues do jazz, o
samba-canção da bossa-nova, a MPB do samba-rock etc. E, para o bem e para o mal, já sabemos o que queremos. Quem nunca ouviu a frase: "Ahh... puxa... se eu tivesse a
cabeça que tenho hoje quando eu tinha 20 anos..." É... mas não é
assim. A natureza tem os seus caprichos... Seus caminhos
tortos. A vida não foi feita para ser fácil. Aprendemos caindo, com
os tombos, ralando os joelhos. Não existe atalho para a
nossas jornadas pessoais. E aos 40, parece que paramos de correr
atrás. Do que ou de quem? Não importa... Parece que, finalmente,
nos damos conta que a nossa felicidade não está nas mãos dos outros,
mas nas nossas próprias mãos! Também não somos mais tão infantis a ponto
de jogar a culpa nos outros por nossa infelicidade. Estamos na idade da
razão! Plenos de vigor e energia e com total
consciência sobre nossos atos. Nem todas as mudanças são
perceptíveis... Mas elas ocorrem, principalmente para aqueles que tem a
coragem de olhar para dentro e mudar! Parece que já não temos tanto
pressa quando tínhamos 20 anos. O mundo não vai acabar, pelo menos não hoje. Podemos fazer tudo com
mais calma, seja no trabalho, na vida social, familiar ou amorosa. Já
não pretendemos mais fingir ser alguém de sucesso. Sabemos quando e
como vestir e tirar as máscaras sociais. Aos 40, une-se a experiência
com a vitalidade! Aqueles que
se deram o presente de se autoconhecer e melhorar já não são tão
arrogantes, nem convencidos, nem se acham tão perdedores... sabem o
seu real valor. E melhor: sabem se colocar, sabem se posicionar perante
uma situação desconfortável, seja aumentando ou diminuindo
de tamanho. Pois é... até isso aprendemos... Falando em tamanho,
lembro-me do que uma empregada dos meus avós disse-me um dia quando eu
ainda era criança: "Você pode não ser grande ainda meu filho, mas você
tem o tamanho dos seus sonhos..."
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Queen - The Works
Um dos 100 melhores LPs que já escutei. E olha que já escutei muitos...
Foi meu primeiro LP. Devia ter uns 11 anos e pedi dica para um amigo
de Ribeirão Preto, o Aureliano, e ele me indicou este. Adorei.
Logo de primeira me deparei com músicas como "Radio Gaga",
"It´s a hard life" e "I want to break free". Foi uma descoberta...
Vale muito a pena!
Foi meu primeiro LP. Devia ter uns 11 anos e pedi dica para um amigo
de Ribeirão Preto, o Aureliano, e ele me indicou este. Adorei.
Logo de primeira me deparei com músicas como "Radio Gaga",
"It´s a hard life" e "I want to break free". Foi uma descoberta...
Vale muito a pena!
sábado, 21 de novembro de 2015
Humor
A ideia dessa turma nova do humor (CQC, stand up brasileiro, Porchat etc.) é boa, mas na prática deixa a desejar... Pra quem cresceu vendo Chico Total e Viva Gordo, chega a ser monótono e sem graça às vezes. O humor, para ser engraçado e funcionar, não precisa ser explícito como Chaplin...que era um gênio e nunca vai ter outro igual. O humor, regra geral, pra funcionar, pode muito bem ser implícito e sugerir... O humor é sutil, desconcertante e inteligente... E é por isso que é engraçado!
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Homens, mulheres & filhos
O livro "Homens, mulheres & filhos" é uma obra de ficção, expondo a nu a vida de algumas famílias norte-americanas. É literatura contemporânea a mais não poder. Chad Kultgen cria uma teia de personagens e aos poucos vai tecendo a vida psicológica e sexual de adultos e adolescentes em tempos de internet e smartphones. Como há muitos personagens, sugiro que a leitura se dê diariamente, o que não é difícil, dado às interessantes tramas que se sucedem. É perturbador.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Direto ao ponto
Até que ponto não pervertemos a ideia do Amor ?
E por isso... esse vazio... gigantesco... ?
Em cada um de nós ?
Por que ao darmos, já tenhamos pensado em receber algo em troca ?
Que lógica perversa é essa que nos contaminou ?
E por isso... esse vazio... gigantesco... ?
Em cada um de nós ?
Por que ao darmos, já tenhamos pensado em receber algo em troca ?
Que lógica perversa é essa que nos contaminou ?
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Saudade da minha terra
De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão, eu quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabía cantando no jequitibá...
Por Nossa Senhora,
Meu sertão querido
Vivo arrependido por ter deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz
Que me quer bem
Mas não me convém,
eu tenho pensado
eu fico com pena, mas esta morena
não sabe o sistema que eu fui criado
To aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando,
Com rádio ligado
Que saudade imensa do
Campo e do mato
Do manso regato que
Corta as Campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança
Daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem Ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas
mãos divinas
Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O nhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando as estradas
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer
(Estêvão Protomartir de Brito Guerra)
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão, eu quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabía cantando no jequitibá...
Por Nossa Senhora,
Meu sertão querido
Vivo arrependido por ter deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz
Que me quer bem
Mas não me convém,
eu tenho pensado
eu fico com pena, mas esta morena
não sabe o sistema que eu fui criado
To aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando,
Com rádio ligado
Que saudade imensa do
Campo e do mato
Do manso regato que
Corta as Campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança
Daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem Ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas
mãos divinas
Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O nhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando as estradas
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer
(Estêvão Protomartir de Brito Guerra)
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Albergue espanhol
Fugindo de Paris, das expectativas de sua namorada (Audrey Tautou) e de sua família (mãe), Xavier (Roman Duris) passa o seu último ano de faculdade em Barcelona por ter conseguido entrar num programa de intercâmbio estudantil. Logo na chegada, é abordado por um casal monótono composto por um marido neurocirurgião chato e sua bela e reprimida esposa (Cecile de France). Voilá. As aventuras da vida só estão disponíveis para quem se dispõe a vive-las. O filme, dirigido pelo brilhante Cedric Klapisch, não é retilíneo e apolíneo; pelo contrário, brinca com as dúvidas e contradições humanas, principalmente da juventude. Depois de decidir ir, Xavier chega a uma Barcelona caótica e vai morar num albergue de moças e rapazes de diferentes nacionalidades. É uma balbúrdia e um choque de culturas. De fato, a pessoa primeiro precisa se perder para depois de encontrar... Todo ser humano precisa, um dia, abandonar sua casa, seus pais, sair, correr o mundo e viver experiências diferentes.
O que você procura (emprego ideal, corresponder às expectativas dos pais, casamento com a namorada da juventude) pode não ser exatamente o que você precisa... Recomendo vivamente! Somos o resultado das experiências que vivemos.
O que você procura (emprego ideal, corresponder às expectativas dos pais, casamento com a namorada da juventude) pode não ser exatamente o que você precisa... Recomendo vivamente! Somos o resultado das experiências que vivemos.
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